Ana e Diego no Papo Sério

30 de Dezembro de 2006 @ 20:16 por Ana Reczek

Hoje, as 13h, eu estive no programa que o Diego apresenta todos os sábados na Rádio Eldorado de Criciúma, SC, sempre com a Xanda - namorada dele - e convidados especiais.

Falamos do Adelaides e de 2006.

Como foi tudo em cima da hora não pude avisar antes pra vocês escutarem pela internet, mas como eu sempre ando com a minha compacta véia de guerra, deu pra fazer um pequeno registro. As falhas do vídeo são porque a coitada da camera já teve dias melhores.

ana 038 - ana 038

Obrigada a todos!!!!!!!!!!!!!

28 de Dezembro de 2006 @ 13:10 por Ana Reczek

imagem - imagem

Post comemorativo dos 10 000 acessos no Adelaides Blogando!!!
Eu sei que tá atrasado, tinha até prometido pro Diego colocar antes. Mas tá valendo.

Amo vocês, vamos continuar fazendo juntos um Adelaides cada vez mais legal.

Ps: tá tosco porque eu to viajando e o computador aqui só tem o paint.

Zé ruela

28 de Dezembro de 2006 @ 12:48 por Diego Firmino

Recebi por e-mail, se alguém souber quem fez deixa ai no coments

ze ruela - ze ruela

Cadê a Ana???

25 de Dezembro de 2006 @ 12:38 por Danielle Lourenço

Gente, é impressão minha ou a Ana desapareceu? Tem mais de uma semana que o site não é atualizado. Eu mesma mandei texto e nada! Já procurei em tudo quanto foi canto, até no Google fui atrás da loira, mas até agora nada! Alguém sabe do paradeiro de nossa natalina webmaster?

A propósito, um ótimo Natal pra vocês!!!

Ana diz:

Tu mesma mandou um texto????
Ahhh bom, agora eu atualizo!!!!

Decretei recesso natalino, ok?

Ahhh delicia. Acordei meio totalitária hoje….

Não te preocupe, em breve atualizarei.
;)

Feliz Natal é o Caráleo!

24 de Dezembro de 2006 @ 20:38 por Vitor Fogassa

Estava escrevendo um texto com esse título, falava como sempre daquela hipocrisia, e do bom e velho consumismo em que, hoje em dia, o natal se besunta fartamente. Em um trecho, escrevi assim: …”só falta colocar “anuncie aqui” no gorro do Papai Noel”.

Antes que pudesse acabar o bendito texto, tive que sair, e adivinha o que eu encontro na livraria Saraiva do Shopping Morumbi? Um Papai Noel muito bem fantasiado, com uma boa barba, bochechas rosadas… e adivinha!!!! Com um logo da HP ENORME na porra do gorro, sem falar que estava fazendo panfletagem com o seu saco recheado de PANFLETOS… *surto*

Um verdadeiro estupro mental.

Quando voltei o pc deu pau e perdi o que tinha escrito.

- Desisti do texto.
- Perdi minha esperança de um mundo melhor…

Pensamento aleatório

24 de Dezembro de 2006 @ 15:25 por Diego Firmino

Vocês já pensaram que divertido deve ser uma briga de abacaxis…Dois caras segurando abacaxis pelo cabo e descendo porrada um no outro…deve ser foda….

Como estou de folga…talvez eu demore a aparecer de novo por aqui….

Só pra constar…chegamos aos 10.000 visitantes em apenas alguns meses, vamos lá…ajude na campanha, indique o adelaides para um amigo….

Atriz-Maravilha

22 de Dezembro de 2006 @ 18:25 por Danielle Lourenço

Uma certa atriz chamada Blythe Metz soube que o diretor e roteirista Joss Whedon estava em busca de uma atriz para ser sua próxima Mulher-Maravilha. Eis que a excelentíssima senhora resolve criar um MySpace e publicar um belíssimo vídeo de apresentação de seus dotes marciais para o diretor. Tá aí o vídeo: no mínimo, hilário.

MySpace da criatura.

PS.: Não, eu não sei colocar a janelinha de vídeos e a Ana não me diz como se faz! :P

Pérolas

22 de Dezembro de 2006 @ 17:51 por Danielle Lourenço

O Releituras é um site que publica diversos textos. É comandado por Arnaldo Nogueira Jr. e minha seção favorita é, DE LONGE, pérolas do vestibular. Divirta-se com algumas:

* Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigênio.

* O nervo ótico transmite idéias luminosas.

* O vento é uma imensa quantidade de ar.

* O terremoto é um pequeno movimento de terras não cultivadas.

* Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor.

* Péricles foi o principal ditador da democracia grega.

* O problema fundamental do terceiro mundo é a superabundância de necessidades.

* O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes se afogavam dentro d’água.

* A principal função da raiz é se enterrar.

* A igreja vem perdendo muita clientela.

* O Sol nos dá luz, calor e turistas.

* As aves têm na boca um dente chamado bico.

* A unidade de força é o Newton, que significa a força que se tem que realizar em um metro da unidade de tempo, no sentido contrário.

* Lenda é toda narração em prosa de um tema confuso.

* A harpa é uma rosa que toca.

* A febre amarela foi trazida da China por Marco Polo.

* Os ruminantes se distinguem dos outros animais porque o que comem, comem por duas vezes.

* O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia.

* Quando um animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se for empalhado.

* A insônia consiste em dormir ao contrário.

* A arquitetura gótica se notabilizou por fazer edifícios verticais.

* A diferença entre o Romantismo e o Realismo é que os românticos escrevem romances e os realistas nos mostram como está a situação do país.

* O Chile é um país muito alto e magro.

* As múmias tinham um profundo conhecimento de Anatomia.

* O batismo é uma espécie de detergente do pecado original.

* Na Grécia, a democracia funcionava muito bem, porque os que não estavam de acordo, se envenenavam.

* A prosopopéia é o começo de uma epopéia.

* Os crustáceos fora d’água respiram como podem.

* Os hermafroditas nascem unidos pelo corpo.

* As glândulas salivares só trabalham quando a gente têm vontade de cuspir.

* A fé é uma graça através da qual podemos ver o que não vemos.

* Os estuários e os deltas foram os primeiros habitantes da Mesopotâmia.

* O objetivo da Sociedade Anônima é ter muitas fábricas desconhecidas.

* A Previdência Social assegura o direito à enfermidade coletiva.

* O Ateísmo é uma religião anônima.

* A respiração anaeróbica é a respiração sem ar, que não deve passar de três minutos.

* O calor é a quantidade de calorias armazenadas numa unidade de tempo.

* Antes de ser criada a Justiça, todo mundo era injusto.

* Caracteres sexuais secundários são as modificações morfológicas sofridas por um indivíduo após manter relações sexuais.

Reza

22 de Dezembro de 2006 @ 15:18 por Diego Firmino

Olha pra Meca muleque do caraleo…

chuzhak 01 - chuzhak 01

Palácio

22 de Dezembro de 2006 @ 13:33 por Diego Firmino

Acho q vou comprar um palacete no méxico…

AD54 1340 l - AD54 1340 l

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Tá afim de comprar, saca só o bagulho inclusive possui afrescos nas paredes….chega de ser pobre

Fungada

22 de Dezembro de 2006 @ 08:12 por Diego Firmino

Nem vou comentar…no final o cara fala até que “pesquisas científicas…” tentando dar valor as besteiras que ele fala…lamentável

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Site do Aran

21 de Dezembro de 2006 @ 16:06 por Diego Firmino

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O Site do Aran é um daqueles que deixam qualquer um de sorriso no rosto, inteligente, ácido, vale a leitura, abaixo, coloco um dos posts que ele fez.

PENSAMENTOS ESTÚPIDOS
Livre pensar é pensar só em bobagem
• “Quando se é sereia, aposto que a coisa mais chata é aquele monte de peixes dizendo: uau, que rabão!”

• “O mundo é cheio de segredos. De noite, por exemplo, ele vira drag queen.”

• “É preciso assumir riscos para encontrar o caminho certo. Mas veja se não tem um guarda de trânsito perto.”

• ‘O amor não é uma coisa que chega de repente e
o transforma em refém. Isso se chama seqüestrador. O amor é outra coisa.’

• ‘Guerra religiosa é um monte de gente se matando pra
ver quem tem o amigo imaginário mais bacana.’

• ‘Desde que começou a contemplar o firmamento, o homem ergue os olhos para o céu pontilhado de estrelas e se pergunta: aí, ó, será que vai dar praia amanhã?’

• “Não pergunte por quem o sino dobra. Você apenas dobra, redobra e depois enfia no tóba.”

• “O amor não é algo que causa uma dor profunda no âmago do seu ser. O nome disso é proctologista. O amor é outra coisa.”

• “O tigre não pode mudar as suas listras. Mas a zebra também não. E ela não fica contando vantagem.’

• “Há uma ordem natural nas coisas. A galinha do vizinho é sempre mais gorda, mas a mulher do vizinho é sempre mais magra.’

• “Imagine um mundo de paz. Imagine um mundo de amor. Imagine um mundo onde as pessoas não sabem o que é a violência. Imagine a gente chegando lá e descendo o braço em todo mundo. Pô, eles iam apanhar pra caramba!’

• “Quando ninguém acredita no seu amigo imaginário, você é esquizofrênico. Quanto todo mundo acredita, você é papa.’

• “O amor não é uma coisa que o faz sair do chão e o transporta para lugares que você nunca viu. O nome disso é avião. O amor é outra coisa.”

• ‘Quem vive no passado sempre chega atrasado aos compromissos.’

• “Quando uma porta fecha, a outra abre. É por isso que você não consegue entrar em casa.”

• ‘Se for galinha flambada no conhaque, é cordon bleu. Se for galinha com farofa e cachaça, é candomblé.’

• ‘Jesus está chegando. O trânsito é que está péssimo.’

• ‘Uma metáfora é como uma pedra que flutua no verde
com a agilidade de uma borboleta no mar revolto.’

• ‘O coração do sábio está no seu lar, mas sua cabeça está no puteiro.’

• ‘Se os elefantes voassem, os guarda-chuvas custariam
uma fortuna.’

• “O bom de ter a Condoleezza Rice na Secretaria de Estado americana é que sempre que uma negociação fracassa, alguém pode dizer: Ô criôla difíci! Tchan!”

• ‘O computador mais antigo do mundo, criado em 1832, não tinha mouse, não tinha teclado e, pensando bem, nem era um computador.’

• ‘Se você misturar um artista com um autista vai sair um cara que faz shows bastante intimistas.’

• “O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala. O nome disso é bronquite asmática. O amor é outra coisa.”

• “Uma coisa é não ter saco. Outra, muito diferente, é não ter culhão.”

• “Cuba é o penúltimo bastião comunista do mundo.O último é o Bastião Salgado, fotógrafo”

• ‘Canibal é o cara que chega no restaurante, olha o cardápio e pede um garçom.’

• ‘Nove entre dez estrelas usam Lux. A última vai de dedo mesmo.’

• ‘Na Zâmbia Fashion Week, pretinho básico é pigmeu’

• ‘O canibal morde a mão que o alimenta.’

• ‘Nem tudo que reluz é mico-leão dourado. Macaco-prego com purpurina em cima é quase igual.’

• ‘Nenhum homem é uma ilha, mas uma ilha pode ser um homem. Fernando de Noronha, por exemplo.’

• ‘Não arrume namorada telepata. Ela pode te largar antes de vocês se conhecerem.’

• ‘Feliz era o Chico Xavier que só escrevia com ghost writer’

• ‘O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa. Isso se chama pombo com caganeira. O amor é outra coisa.’

• ‘Muito trabalho e nenhuma diversão fez o Jack Nicholson perseguir a família com um machadão.’

• ‘Quando a zoófila diz para o parceiro ‘Uau! Você é um animal!’, isso não deve ser considerado um elogio.’

• ‘Não dá pra ser otimista com o Universo. No início não havia nada. Aí explodiu tudo.’

• ‘O ruim da necrofilia é que não dá pra reclamar que a mulher é fria.’

• ‘Um dia, a rosa encontrou a couve-flor e disse: ‘Que petulância se chamar de flor! Veja sua pele áspera e a minha, lisa e sedosa. Veja seu cheiro desagradável e meu perfume, sensual e envolvente. Veja seu corpo grosseiro e o meu, delgado e elegante. Eu, sim, sou uma flor!’. E a couve-flor respondeu: ‘É…mas ninguém te come…’

• ‘O niilismo não tem futuro. Pensando bem, nem presente.’

• ‘O amor não é uma coisa cinza que lançou uma luz sobre ti, o levou pra ver as estrelas e o trouxe de volta com algo dele dentro de você. Isso se chama alienígena. O amor é outra coisa.’

• ‘Sociedade sem classe é quando ninguém na mesa sabe usar talher de peixe.’

• “Quando você acorda na manhã do ano novo, percebe que tudo é branco e agradavelmente fresco, isso não é um bom presságio. É que você dormiu com a cara enfiada na privada.”

SITE DO ARAN

O Terra que me diverte

21 de Dezembro de 2006 @ 11:01 por Diego Firmino

Cara, não sei pq mas eu me divirto demais lendo as matérias do terra. Não só eu, mas toda a blogosfera comenta que a redação do terra deve ser formada só por estagiários, saca só esse trecho:

“Os crimes são considerados de menor potencial ofensivo e o caso deverá ser enviado ao Juizado Especial. A polícia informaou que o marido da atriz global estava descontrolado e “fora de si”. Ele agrediu colegas que tentaram contê-lo no motel e teve de ser algemado. Foram necessários vários policiais para conter a fúria de Marcelo, que não falava coisa com coisa. ”

O fim é algo que só o jornalismo de alto nível consegue: “Que não falava coisa com coisa”. Poderiam dizer que ele estava desorientado, que estava confuso no que dizia…agora dizer que o cara não fala coisa com coisa???????????? Lamentável

Essa matéria é sobre o Maridão da Suzana Vieira que foi pego no Motel com outra após ter quebrado toda a suíte.

LINK

Uma coisa é gostar do genro, ISSO já é exagero…

20 de Dezembro de 2006 @ 16:56 por Leonardo Pires

O natal está chegando e com ele, as demonstrações de amor dentro da família vão crescendo.
Na Alemanha, por exemplo, uma senhora de 69 anos gostava tanto de seu genro, que freqüentava clubes de swing com o mesmo, além de praticar sexo sadomasoquista. Enfim, uma família saudável! Agora, falando sério, olha o tamanho da bizarrice:

A senhora foi condenada pela Justiça alemã a três anos de prisão por quase estrangular o genro ao amarrá-lo em uma cadeira e amordacá-lo durante uma sessão de sexo sadomasô. Mas o troço não para por aí: ela amarrou ele forte porque ele, que costumava pagar para manter relações com a vadia, digo, sogra, e, desta vez, ela queria que ele pagasse mais. Então, ela quebrou uma abajour na cara do “genrinho” e ele quase morreu. Pra completar, quando a filha (esposa do infeliz) chegou, ela disse que tudo estava quebrado em casa porque tinha havido um assalto.

A cara de pau da sogra vai tão longe que ela pediu, no tribunal, desculpas à filha dizendo que tinha feito tudo PELO BEM DA FILHA!!!

Enfim… é o espírito natalino que une os familiares…

Clique aqui para conferir a bizarrice (obviamente que no Terra)

Pra que ver TV?

20 de Dezembro de 2006 @ 13:27 por Diego Firmino

Com o portal terra anunciando tods as cenas das novelas você não precisa mais de televisão. Sinta a narrativa rebuscada porém poética, a a sofreguidão com que os diálogos sãos transcritos:

“Alex encontra o cheque de R$ 1 milhão que Léo (Thiago Rodrigues) deu a Marta. Eles discutem, até que Marta o morde e lhe dá uma facada - com faca de cortar pão - na mão.
Leia o resumo da novela
Leia mais notícias em O Dia

Alex revida com bofetadas, rasga o cheque e enfia pedaços na boca da mulher. Antes, ele tenta convencê-la a devolver o dinheiro. A vilã retruca que está sendo indenizada do prejuízo que a filha e o neto causaram.

“Não estou vendendo neto, mas pegando o que é meu! Deixa de papagaiada. Me dá isso antes que eu perca a paciência e parta pra cima de você!”, diz Marta.

Alex a enfrenta. “Pois venha! Se não quer se convencer por bem, vai se convencer por mal. Você empurrou a Nanda para a morte, agora vende o filho dela! Vou devolver o cheque!”.

Marta avança em Alex. Ele quase cai e leva uma mordida. “Não permitirei que você venda meu neto, nem por R$ 100 milhões!”. Ele rasga o cheque, Marta pega a faca e corre para ele. Alex sangra e atira a faca longe.

“Você vai engolir o cheque, Marta!”, grita ele. A vilã responde. “Vou é acabar com você!”. Alex empurra pedaços do cheque na boca da mulher e a esbofeteia.

Carta de Demissão de um Jornalista da Globo

19 de Dezembro de 2006 @ 21:43 por Diego Firmino

Peguei no terra Magazine, vale por cada palavra, pra quem acompanha o jornalismo vergonhoso que a toda poderesa globo anda fazendo

Demitido, Rodrigo Vianna, repórter da TV Globo, critica a direção da emissora.
A TV Globo informa que Rodrigo Vianna encaminhou a mensagem após ter sido informado pela emissora de que seu contrato não seria renovado.

Leia íntegra da carta de Rodrigo Vianna:

LEALDADE

Quando cheguei à TV Globo, em 1995, eu tinha mais cabelo, mais esperança, e também mais ilusões. Perdi boa parte do primeiro e das últimas. A esperança diminuiu, mas sobrevive. Esperança de fazer jornalismo que sirva pra transformar - ainda que de forma modesta e pontual. Infelizmente, está difícil continuar cumprindo esse compromisso aqui na Globo. Por isso, estou indo embora.

Quando entrei na TV Globo, os amigos, os antigos colegas de Faculdade, diziam: “você não vai agüentar nem um ano naquela TV que manipula eleições, fatos, cérebros”. Agüentei doze anos. E vou dizer: costumava contar a meus amigos que na Globo fazíamos - sim - bom jornalismo. Havia, ao menos, um esforço nessa direção.

Na última década, em debates nas universidades, ou nas mesas de bar, a cada vez que me perguntavam sobre manipulação e controle político na Globo, eu costumava dizer: “olha, isso é coisa do passado; esse tempo ficou pra trás”.

Isso não era só um discurso. Acompanhei de perto a chegada de Evandro Carlos de Andrade ao comando da TV, e a tentativa dele de profissionalizar nosso trabalho. Jornalismo comunitário, cobertura política - da qual participei de 98 a 2006. Matérias didáticas sobre o voto, sobre a democracia. Cobertura factual das eleições, debates. Pode parecer bobagem, mas tive orgulho de participar desse momento de virada no Jornalismo da Globo.

Parecia uma virada. Infelizmente, a cobertura das eleições de 2006 mostrou que eu havia me iludido. O que vivemos aqui entre setembro e outubro de 2006 não foi ficção. Aconteceu.

Pode ser que algum chefe queira fazer abaixo-assinado para provar que não aconteceu. Mas, é ruim, hem!

Intervenção minuciosa em nossos textos, trocas de palavras a mando de chefes, entrevistas de candidatos (gravadas na rua) escolhidas a dedo, à distância, por um personagem quase mítico que paira sobre a Redação: “o fulano (e vocês sabem de quem estou falando) quer esse trecho; o fulano quer que mude essa palavra no texto”.

Tudo isso aconteceu. E nem foi o pior.

Na reta final do primeiro turno, os “aloprados do PT” aprontaram; e aloprados na chefia do jornalismo global botaram por terra anos de esforço para construir um novo tipo de trabalho aqui.

Ao lado de um grupo de colegas, entrei na sala de nosso chefe em São Paulo, no dia 18 de setembro, para reclamar da cobertura e pedir equilíbrio nas matérias: “por que não vamos repercutir a matéria da “Istoé”, mostrando que a gênese dos sanguessugas ocorreu sob os tucanos? Por que não vamos a Piracicaba, contar quem é Abel Pereira?”

Por que isso, por que aquilo… Nenhuma resposta convincente. E uma cobertura desastrosa. Será que acharam que ninguém ia perceber?

Quando, no JN, chamavam Gedimar e Valdebran de “petistas” e, ao mesmo tempo, falavam de Abel Pereira como empresário ligado a um ex-ministro do “governo anterior”, acharam que ninguém ia achar estranho?

Faltando seis dias para o primeiro turno, o “petista” Humberto Costa foi indiciado pela PF. No caso dos vampiros. O fato foi parar em manchete no JN, e isso era normal. O anormal é que, no mesmo dia, esconderam o nome de Platão, ex-assessor do ministério na época de Serra/Barjas Negri. Os chefes sabiam da existência de Platão, pediram a produtores pra checar tudo sobre ele, mas preferiram não dar. Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!

Ah, sim, Freud. Elio Gaspari chegou a pedir desculpas em nome dos jornalistas ao tal Freud Godoy. O cara pode ter muitos pecados. Mas, o que fizemos na véspera da eleição foi incrível: matéria mostrando as “suspeitas”, e apontando o dedo para a sala onde ele trabalhava, bem próximo à sala do presidente… A mensagem era clara. Mas, quando a PF concluiu que não havia nada contra ele, o principal telejornal da Globo silenciou antes da eleição.

Não vi matérias mostrando as conexões de Platão com Serra, com os tucanos.

Também não vi (antes do primeiro turno) reportagens mostrando quem era Abel Pereira, quem era Barjas Negri, e quais eram as conexões deles com PSDB. Mas vi várias matérias ressaltando os personagens petistas do escândalo. E, vejam: ninguém na Redação queria poupar os petistas (eu cobri durante meses o caso Santo André; eram matérias desfavoráveis a Lula e ao PT, nunca achei que não devêssemos fazer; seria o fim da picada…).

O que pedíamos era isonomia. Durante duas semanas, às vésperas do primeiro turno, a Globo de São Paulo designou dois repórteres para acompanhar o caso dossiê: um em São Paulo, outro em Cuiabá. Mas, nada de Piracicaba, nada de Barjas.!

Um colega nosso chegou a produzir, de forma precária, por telefone (vejam, bem, por telefone! Uma TV como a Globo fazer reportagem por telefone), reportagem com perfil do Abel. Foi editada, gerada para o Rio. Nunca foi ao ar!

Os telespectadores da Globo nunca viram Serra e os tucanos entregando ambulâncias cercados pelos deputados sanguessugas. Era o que estava na tal fita do “dossiê”. Outras TVs mostraram o vídeo, a internet mostrou. A Globo, não. Provava alguma coisa contra Serra? Não. Ele não era obrigado a saber das falcatruas de deputados do baixo clero. Mas, por que demos o gabinete de Freud pertinho de Lula, e não demos Serra com sanguessugas?

E o caso gravíssimo das perguntas para o Serra? Ouvi, de pelo menos 3 pessoas diretamente envolvidas com o SP-TV Segunda Edição, que as perguntas para o Serra, na entrevista ao vivo no jornal, às vésperas do primeiro turno, foram rigorosamente selecionadas. Aquele diretor (aquele, vocês sabem quem) teria mandado cortar todas as perguntas “desagradáveis”. A equipe do jornal ficou atônita. Entrevistas com os outros candidatos tinham sido duras, feitas com liberdade. Com o Serra, teria havido, deliberadamente, a intenção de amaciar.

E isso era um segredo de polichinelo. Muita gente ouviu essa história pelos corredores…

E as fotos da grana dos aloprados? Tínhamos que publicar? Claro. Mas, porque não demos a história completa? Os colegas que estavam na PF naquele dia (15 de setembro), tinham a gravação, mostrando as circunstâncias em que o delegado vazara as fotos. Justiça seja feita: sei que eles (repórter e produtor) queriam dar a matéria completa - as fotos, e as circunstâncias do vazamento. Podiam até proteger a fonte, mas escancarando o que são os bastidores de uma campanha no Brasil. Isso seria fazer jornalismo, expor as entranhas do poder.

Mais uma vez, fomos seletivos: as fotos mostradas com estardalhaço. A fita do delegado, essa sumiu!

Aquele diretor, aquele que controla cada palavra dos textos de política, disse que só tomou conhecimento do conteúdo da fita no dia seguinte. Quer que a gente acredite?

Por que nunca mostraram o conteúdo da fita do delegado no JN?

O JN levou um furo, foi isso?

Um colega nosso, aqui da Globo ouviu a fita e botou no site pessoal dele… Mas, a Globo não pôs no ar… O portal “G-1″ botou na íntegra a fita do delegado, dias depois de a “CartaCapital” ter dado o caso. Era noticia? Para o portal das Organizações Globo, era.

Por que o JN não deu no dia 29 de setembro? Levou um furo?

Não. Furada foi a cobertura da eleição. Infelizmente.

E, pra terminar, aquele episódio lamentável do abaixo-assinado, depois das matérias da “CartaCapital”. Respeito os colegas que assinaram. Alguns assinaram por medo, outros por convicção. Mas, o fato é que foi um abaixo-assinado em defesa da Globo, apresentado por chefes!

Pensem bem. Imaginem a seguinte hipótese: a revista “Quatro Rodas” dá matéria falando mal da suspensão de um carro da Volkswagen, acusando a empresa de deliberadamente não tomar conhecimento dos problemas. Aí, como resposta, os diretores da Volks têm a brilhante idéia de pedir aos metalúrgicos pra assinar um manifesto em defesa da empresa! O que vocês acham? Os metalúrgicos mandariam a direção da fábrica catar coquinho em Berlim!

Aqui, na Globo, muitos preferiram assinar. Por isso, talvez, tenhamos um metalúrgico na Presidência da República, enquanto os jornalistas ficaram falando sozinhos nessa eleição…

De resto, está difícil continuar fazendo jornalismo numa emissora que obriga repórteres a chamarem negros de “pretos e pardos”. Vocês já viram isso no ar? Sinto vergonha…

A justificativa: IBGE (e, portanto, o Estado brasileiro) usa essa nomenclatura. Problema do IBGE. Eu me recuso a entrar nessa. Delegados de policia (representantes do Estado) costumavam (até bem pouco tempo) tratar companheiras (mesmo em relações estáveis) como “concubinas” ou “amásias”. Nunca usamos esses termos!

Árabes que chegaram ao Brasil no início do século passado eram chamados de “turcos” pelas autoridades (o passaporte era do Império Turco Otomano, por isso a nomenclatura). Por causa disso, jornalistas deviam chamar libaneses de turcos?

Daqui a pouco, a Globo vai pedir para que chamemos a Parada Gay de “Parada dos Pederastas”. Francamente, não tenho mais estômago.

Mas, também, o que esperar de uma Redação que é dirigida por alguém que defende a cobertura feita pela Globo na época das Diretas?

Respeito a imensa maioria dos colegas que ficam aqui. Tenho certeza que vão continuar se esforçando pra fazer bom Jornalismo. Não será fácil a tarefa de vocês.

Olhem no ar. Ouçam os comentaristas. As poucas vozes dissonantes sumiram. Franklin Martins foi afastado. Do Bom dia Brasil ao JG, temos um desfile de gente que está do mesmo lado.

Mas sabem o que me deixou preocupado mesmo? O texto do João Roberto Marinho depois das eleições.

Ele comemorou a reação (dando a entender que foi absolutamente espontânea; será que disseram isso pra ele? Será que não contaram a ele do mal-estar na Redação de São Paulo?) de jornalistas em defesa da cobertura da Globo:

“(…)diante de calúnias e infâmias, reagem, não com dúvidas ou incertezas, mas com repúdio e indignação. Chamo isso de lealdade e confiança”.

Entendi. Ele comemora que não haja dúvidas e incertezas… Faz sentido. Incerteza atrapalha fechamento de jornal. Incerteza e dúvida são palavras terríveis. Devem ser banidas. Como qualquer um que diga que há racismo - sim - no Brasil.

E vejam o vocabulário: “lealdade e confiança”. Organizações ainda hoje bem populares na Itália costumam usar esse jargão da “lealdade”.

Caro João, você talvez nem saiba direito quem eu sou.

Mas, gostaria de dizer a você que lealdade devemos ter com princípios, e com a sociedade. A Globo, infelizmente, não foi “leal” com o público. Nem com os jornalistas.Vai pagar o preço por isso. É saudável que pague. Em nome da democracia!

João, da família Marinho, disse mais no brilhante comunicado interno:

“Pude ter certeza absoluta de que os colaboradores da Rede Globo sabem que podem e devem discordar das decisões editoriais no trabalho cotidiano que levam à feitura de nossos telejornais, porque o bom jornalismo é sempre resultado de muitas cabeças pensando”.

Caro João, em que planeta você vive? Várias cabeças? Nunca, nem na ditadura (dizem-me os companheiros mais antigos) tivemos na Globo um jornalismo tão centralizado, a tal ponto que os repórteres trabalham mais como bonecos de ventríloquos, especialmente na cobertura política!

Cumpro agora um dever de lealdade: informo-lhe que, passadas as eleições, quem discordou da linha editorial da casa foi posto na “geladeira”. Foi lamentável, caro João. Você devia saber como anda o ânimo da Redação - especialmente em São Paulo.

Boa parte dos seus “colaboradores” (você, João, aprendeu direitinho o vocabulário ideológico dos consultores e tecnocratas - “colaboradores”, essa é boa… Eu não sou colaborador, coisa nenhuma! Sou jornalista!) está triste e ressabiada com o que se passou.

Mas, isso tudo tem pouca importância.

Grave mesmo é a tela da Globo - no Jornalismo, especialmente - não refletir a diversidade social e política brasileira. Nos anos 90, houve um ensaio, um movimento em direção à pluralidade. Já abortado. Será que a opção é consciente?

Isso me lembra a Igreja Católica, que sob Ratzinger preferiu expurgar o braço progressista. Fez uma opção deliberada: preferiram ficar menores, porém mais coesos ideologicamente. Foi essa a opção de Ratzinger. Será essa a opção dos Marinho?

Depois, não sabem porque os protestantes crescem…

Eu, que não sou católico nem protestante, fico apenas preocupado por ver uma concessão pública ser usada dessa maneira!

Mas, essa é também uma carta de despedida, sentimental.

Por isso, peço licença pra falar de lembranças pessoais.

Foram quase doze anos de Globo.

Quando entrei na TV, em 95, lá na antiga sede da praça Marechal, havia a Toninha - nossa mendiga de estimação, debaixo do viaduto. Os berros que ela dava em frente à entrada da TV traziam uma dimensão humana ao ambiente, lembravam-nos da fragilidade de todos nós, de como nossa razão pode ser frágil.

Havia o João Paulada - o faz-tudo da Redação.

Havia a moça do cafezinho (feito no coador, e entregue em garrafas térmicas), a tia dos doces…

Era um ambiente mais caseiro, menos pomposo. Hoje, na hora de dizer tchau, sinto saudade de tudo aquilo.

Havia bares sujos, pessoas simples circulando em volta de todos nós - nas ruas, no Metrô, na padaria.

Todos, do apresentador ao contínuo, tinham que entrar a pé na Redação. Estacionamentos eram externos (não havia “vallet park”, nem catraca eletrônica). A caminhada pelas calçadas do centro da cidade obrigava-nos a um salutar contato com a desigualdade brasileira.

Hoje, quando olho pra nossa Redação aqui na Berrini, tenho a impressão que estou numa agência de publicidade. Ambiente asséptico, higienizado. Confortável, é verdade. Mas triste, quase desumano.

Mas, há as pessoas. Essas valem a pena.

Pra quem conseguiu chegar até o fim dessa longa carta, preciso dizer duas coisas…

1) Sinto-me aliviado por ficar longe de determinados personagens, pretensiosos e arrogantes, que exigem “lealdade”; parecem “poderosos chefões” falando com seus seguidores… Se depender de mim, como aconteceu na eleição, vão ficar falando sozinhos.

2) Mas, de meus colegas, da imensa maioria, vou sentir saudades.

Saudades das equipes na rua - UPJs que foram professores; cinegrafistas que foram companheiros; esses sim (todos) leais ao Jornalismo.

Saudades dos editores - que tiveram paciência com esse repórter aflito e procuraram ser leais às minúcias factuais.

Saudades dos produtores e dos chefes de reportagem - acho que fui leal com as pautas de vocês e (bem menos) com os horários!

Saudades de cada companheiro do apoio e da técnica - sempre leais.

Saudades especialmente, das grandes matérias no Globo Repórter - com aquela equipe de mestres (no Rio e em São Paulo) que aos poucos vai se desmontando, sem lealdade nem respeito com quem fez história (mas há bravos resistentes ainda).

Bem, pelo tom um tanto ácido dessa carta pode não parecer. Mas levo muita coisa boa daqui.

Perdi cabelos e ilusões. Mas, não a esperança.

Um beijo a todos.

Rodrigo Vianna

Orkut tarado

19 de Dezembro de 2006 @ 21:00 por Ana Reczek

Denúncia de Carolina Freitas:
O Orkut está coagindo menininhas inocentes a digitar palavras de baixo calão para poder deixar recados paras as amiguinhas!!!!

palavraorkut - palavraorkut

Bolacha de água e sal

19 de Dezembro de 2006 @ 11:00 por Diego Firmino

Pergunta:

Se bolacha de água e sal, fosse realmente de água e sal, o mar não seria um imenso bolachão?

ein?

Oh my god, shoes!

18 de Dezembro de 2006 @ 22:42 por Ana Reczek

stupid boy,
let’s get some shoes.

Pra quem concordar que esse vídeo é muito bom, tem a comunidade do Orkut dele.

Comunidades Orkutianas 9

18 de Dezembro de 2006 @ 18:03 por Diego Firmino

A Ana me passou o link…eu ri durante um bom tempo, e como ela está demorando pra postar aqui, posto eu.
A descrição totalmente sem noção, o palavreado chulo e o humor negro, fazem dessa uma comunidade totalmente compatível com a série

v   - v

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